
Por Tiago José Theisen
O canto é parte integrante na Liturgia. Pelo canto louvamos, agradecemos, cremos, pedimos perdão, oferecemos. Pelo canto assumimos o compromisso com a comunidade. Acima de tudo é o Espírito de Cristo que age em nós e sua força nos faz passar da morte a vida, nos faz exultar e cantar.
Santo
É o grande canto de aclamação na missa, canto solene. Faz parte da Prece Eucarística. Quanto possível seja solenemente cantado. Também é importante que se dê destaque, pelo canto, às aclamações após a consagração.
Pai Nosso
Acompanha o Rito da Comunhão. Expressa a preparação para a comunhão do Corpo e sangue de Cristo. É a oração dos filhos de Deus e por isso expressa vivamente o compromisso de fraternidade.
Cordeiro de Deus

O gesto ritual da fração do Pão é acompanhado pelo canto ou recitação do Cordeiro de Deus. O pão e o Vinho consagrados são Cristo, o Cordeiro de Deus.
Comunhão
O comer e beber do sacramento, alimento espiritual dos cristãos, manifesta a disposição de partilhar com os irmãos o alimento que recebemos do Pai. A partilha de fé e dos bens. O canto manifesta esta realidade, como também a unidade dos que comungam a alegria dos corações e a fraternidade.
Ação de graças
A Liturgia Eucarística é a mais forte oração comunitária de ação de graças. Por ela nos unimos a Cristo na entrega total ao Pai, em louvor. O domingo é o dia da celebração de ação de graças, a Eucaristia. Podemos manifestar após comunhão, nossa ação de graças dentro da grande oração de ação de graças que é a Missa.
Benção
Diante da bondade, da beleza, da realidade criada, da salvação recebida, o cristão bendiz, glorifica exalta o Senhor do Universo. A benção chama e proclama as maravilhas do Senhor. É um momento comprometedor para a vivência durante a semana. “Os fiéis devem concluir a assembléia com algo bem concreto a realizar-se no dia-a-dia, sinal da unidade dos que se dispersam, mas permanecem unidos na construção do reino”.

Cantos marianos na celebração
No final da Missa, a comunidade canta à Maria. Com gestos e símbolos a comunidade expressa sua devoção à Mãe da Igreja. O silêncio faz parte da celebração eucarística porque se faz Palavra e fonte de Palavra quando é comunhão, sem ruído e nem vazio. O silêncio vai formando aquele chão receptivo em nosso coração, onde a chuva penetra e vai fecundando, produzindo transformação.
Por Tiago José Theisen
O canto é parte integrante na Liturgia. Pelo canto louvamos, agradecemos, cremos, pedimos perdão, oferecemos. Pelo canto assumimos o compromisso com a comunidade. Acima de tudo é o Espírito de Cristo que age em nós e sua força nos faz passar da morte a vida, nos faz exultar e cantar.

Entrada – Acolhida
Tem como finalidade abrir a celebração, manifestar a alegria do encontro com Cristo e com os irmãos da comunidade na insondável riqueza do Ministério de Cristo; situa no tempo litúrgico e no sentido da festa do dia. Acompanha a procissão de entrada.
Rito Penitencial
Senhor, tende piedade de nós. É o canto dos fiéis que clamam ao Senhor implorando sua misericórdia. Deus é bom e misericordioso e vota seu olhar ao povo, que se alegra de ser perdoado porque o senhor é bom.
Glória
É o canto de louvor maior. A Igreja reunida pelo Espírito Santo entoa louvores ao Pai e dirige súplicas ao Filho, o Cordeiro de Deus. Canta-se nos domingos, festas, solenidades e celebrações especiais. Omite-se no Advento e Quaresma.
Salmos responsoriais e aclamação
São parte integrante da Liturgia da Palavra. O povo expressa por meio canto, sua atitude de acolhida e meditação; de escuta à Palavra de Deus e de resposta ao Deus que se revela. Geralmente, são trechos de salmos em conformidade com a respectiva leitura. Pode-se cantar o refrão e ler pausadamente o texto.
Aleluia
É uma aclamação ao Cristo, Palavra viva no Evangelho. Canta-se em pé em sinal de disponibilidade para o seguimento da mensagem de vida. Acompanha a procissão do livro do Evangelho. Um belo canto de peregrinos. Omite-se durante a Quaresma.
Hosana
Ao dizer Hosana em nossa liturgia, aclamemos a Jesus como nosso Rei, o Messias. No domingo de Ramos aclamamos: “Hosana ao Filho de Davi”.
Creio – Profissão de Fé

Os fiéis dão seu consentimento e resposta à Palavra de Deus proclamada e refletida através da Homilia. Expressa a unidade da Igreja na mesma fé. Pode-se adaptar versões para o canto do Creio dentro das normas (M.S. 55).
Preparação das ofertas
Acompanha a procissão das oferendas, prolongando-se até que estas estejam sobre o altar. Parte integrante da Liturgia, a oferta, tem um sentido evangélico de ação de graças pelos dons: de generosidade na partilha, de fé confiante na providência, de fraternidade e atenção às necessidades dos irmãos. O canto ajuda à comunidade a vivenciar estas dimensões.
Confira amanhã o significado dos cantos restantes da Celebração Eucarística.
Por D. Geraldo Majella Agnelo – Cardeal Arcebispo de Salvador
Anualmente a Igreja sugere um livro bíblico ou um tema especial para ser aprofundado em setembro, mês da bíblia. A escolha deste ano recaiu sobre a carta de são Paulo aos Filipenses, um dos mais curtos escritos do “apóstolo dos gentios”, porém de reconhecida densidade teológica e dimensão cristológica. Nessa carta, a ternura do amor de Deus se revela em seu carinhoso zelo pelos cristãos de Filipos, a primeira cidade europeia que conheceu o evangelho.
Os filipenses são, para Paulo, filhos queridos, fiéis colaboradores que formam uma comunidade na qual ele deposita inteira confiança, pedindo-lhes que tenham “uma só aspiração, um só amor, uma só alma e um só pensamento” (2,2).
Também os prepara para a missão: aponta os desafios, a resistência do mundo à novidade do cristianismo, sem esquecer a gratificação vivenciada pelo discípulo quando sente que está cumprindo sua missão. Com que insistência são Paulo os convida à alegria: “Fiquem sempre alegres nos Senhor! Repito: fiquem alegres!” (4,4).
Confessando-lhes que pode tudo naquele que o fortalece – em Cristo ressuscitado -, Paulo implora aos filipenses que não receiem a luta, as dores e os percalços da jornada. A história do seu itinerário cristão o autoriza a uma declaração tão radical, pois não foram poucos os momentos da sua experiência de fé que exigiram dele entrega, confiança e plena certeza de vitória. Com efeito, jamais será derrotado quem pode repetir com o grande apóstolo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (1,21)
Por Pe. Nilo Luza, ssp
Diante da multiplicação dos pães, a multidão, no dia seguinte, procura novamente Jesus – talvez para pedir novo milagre e, assim, ter pão com fartura sem necessidade de se empenhar na solução do problema da fome. A partir disso, cabe uma pergunta também para nós: por que buscamos a Deus?
É possível que muitos o procurem para ver se conseguem uma graça especial para solucionar algum problema particular: a saúde, o emprego, a harmonia familiar… Sim, tudo isso é importante e deve ser buscado com muito empenho, mas Jesus não no-lo oferece de forma mágica, ele nos ensinou como superar esses problemas.
Outras vezes nos interessamos por ele para pedir algum milagre e, assim, podermos “mostrar e dizer” aos outros que recebemos tal favor extraordinário, provando que somos melhores que muitos de nossos companheiros ou que a nossa religião é mais importante que as outras…
Outros talvez pensem que Deus ajuda a quem é fiel em certas práticas religiosas e, portanto, têm “direitos” de serem atendidos por ele e serem livres de alguma desventura ou desgraça… Não é que não podemos pedir isso a Deus, mas nossa fidelidade a ele não deve depender de algum benefício recebido.
A multidão lança outra pergunta a Jesus: o que, então, devemos fazer? O próprio Jesus responde que é preciso buscar o alimento que permanece até a vida eterna. Ninguém vive sem alimento, mas devemos reconhecer que há necessidade de outro alimento que mate nossas fomes. Esse alimento é o próprio Jesus (“eu sou o pão da vida”). Alimento que deve ser buscado continuamente, que não perece e que nos fortalece na fé e na missão. Jesus começou dando o pão material e agora dá-se a si mesmo como pão de vida e penhor de liberdade.
Por Tiago José Theisen
A vocação cristã nasce no homem da mesma maneira que nasce a vocação humana, as duas se desenvolvem juntas. Com o batismo a pessoa começa a fazer parte de uma família pelo próprio autor da vida: Cristo.
Com o batismo a pessoa ingressa nessa família e recebe a semente da vocação cristã que vai se desenvolvendo à medida que ela assume as atitudes recebidas no batismo. Ele é o primeiro e o grande sinal do chamado que Deus faz para o homem se tornar seu filho.
A semente é colocada no terreno do coração da pessoa para se desenvolver. Essa semente se desenvolve na pessoa com a família na qual está inserida: na família cristã. Essa família é constituída por todas as pessoas que se propõem a seguir Cristo. A missão dela é unificar o homem dando testemunho com a vida da Boa Nova que Cristo trouxe e também conscientizá-lo da vida futura para qual todo homem caminha.
A partir do momento em que se começa a marchar no caminho dessa família, a pessoa é chamada a ser feliz no exercício do plano de amor, portanto, é chamada a amar e a ajudar as pessoas que estão fora desse caminho ou que se extraviam dele a se reencontrarem e a se colocarem novamente nessa linha.
Cristo veio exatamente para fazer isso. Ele mostrou a nova doutrina, que não é nova, mas um complemento da antiga, porque os homens haviam se extraviado e estavam se afastando cada vez mais do Pai. As pessoas que fazem parte dessa família são chamadas a fazerem o mesmo. Para isso é necessário andar sempre no caminho indicado por Cristo.
O homem tem por vocação procurar sua realização e sua felicidade: esta é a vocação humana. A vocação cristã, além da realização pessoal, chama o indivíduo a uma realização fraternal, ou seja, ensina a pessoa a realizar-se fazendo felizes os outros, pois a felicidade consiste, mas não somente, em fazer os outros felizes.
Por isso, é missão do cristão fazer o bem a quem o calunia, rezar por quem o persegue e amar quem o odeia, para que assim todos vivam na unidade e possam alcançar a felicidade que é a meta do homem.
Por Tiago José Theisen
A história de Maria começa quando o Senhor, através do anjo, lhe anuncia seu projeto de salvação. Maria se torna mãe do Messias, e por isso, é também a portadora da longa esperança que animava a caminhada do povo de Deus.
1. O chamado (Lc 1,28): “Alegra-te cheia de graça, o senhor está contigo”. Nas palavras “o Senhor está contigo” já se encontra a escolha de Maria para um compromisso histórico. Essa garantia da presença e do apoio de Deus aparece na vocação de Moisés (Ex 3,12) e é também frequente na vocação dos profetas. Ao ouvir a saudação, Maria se perturbou porque não entendeu o alcance das palavras do anjo. Mas este não a deixou com dúvidas. Ele vinha da parte do Senhor para lhe revelar seu amor: “Não temas, Maria…” É um convite à fé. É como dizer: confia em Deus “pois encontraste graça” diante dele.
2. A missão (Lc 1,31ss): “Eis que conceberás e darás à luz um filho e o chamarás com o nome de Jesus…” O filho de Maria é o Messias, o Filho do Altíssimo, aquele que reinará para sempre. Na simplicidade, Maria não põe em dúvida a possibilidade da mensagem. Só lhe resta saber como esse nascimento vai se realizar, pois não possui relações conjugais. O anjo esclarece: “O Espírito Santo virá te cobrir com a sua sombra, por isso o santo que nascer será chamado filho de Deus (Lc 1,35). Por uma intervenção divina, de Maria vai nascer o “santo”, aquele que é totalmente consagrado ao Senhor.
3. A resposta (Lc 1,38): “Eu sou a serva do Senhor”. A resposta de Maria é atitude de quem crê. A expressão “serva” indica sua total disponibilidade e total entrega ao compromisso histórico que o Senhor lhe revelou: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
No cumprimento de sua missão, Maria se torna modelo de serviço eclesial, conforme acentua o Documento de Puebla: “A Virgem Maria fez-se serva do Senhor. A Escritura apresenta-a como alguém que indo visitar Isabel por ocasião do parto, presta-lhe o serviço muito maior de anunciar-lhe o Evangelho com as palavras do Magnificat. Em cana está atenta às necessidades da festa e sua intercessão provoca a fé dos discípulos que ‘acreditam nele’ (Jo 2,11). Todo serviço que Maria presta aos homens consiste em abri-los ao Evangelho e convidá-los a obedecer-lhe: ‘Fazei o que vos disser’ (Jo 2,5)”. (Puebla 300).
Por Tiago José Theisen
Que preocupação major há no mundo que nos faz envelhecer do que a ânsia de amar, ânsia de ser feliz?
Mas, por mais que aspiremos à felicidade vemo-nos distante dela e, dessa forma, tudo o que contemplamos faz-nos sentir que da vida restam apenas misérias e incertezas. Sonhamos na juventude com mil espécies de trabalhos. Trazemos do berço a vontade de exercer determinadas profissões. Estas aspirações embora se apresentem como um sonho, trazem em si algo de real que nos impulsionam no cumprimento de uma missão.
Somos seres incansáveis à procura da realização. Por mais que a vida custe, queremos viver. É para o futuro que nos dirigimos. Mas lá chegando nos sentiremos alegres e satisfeitos somente se vermos que, na ânsia de amar e fazer o bem, algo de útil deixamos para trás.
Cada ser humano em particular recebeu um compromisso especial, uma tarefa específica a realizar, uma missão a cumprir. Somos indispensáveis. A todos é dada a possibilidade de colaborar pondo em comum as próprias qualidades.
Vivemos num mundo inacabado. A tarefa de construí-lo é nossa. Muita coisa deve ser feita, muitas obras precisam ser executadas, aperfeiçoadas para o andamento harmônico da humanidade. Todos carregamos o dever de ajudar na obra da Criação de alguma forma independentemente do credo religioso.
A uns foram dadas grandes responsabilidades, outros receberam um modesto encargo, mas todos somos responsáveis para que floresça em nosso meio o reino da felicidade, um reflexo do céu aqui na terra.
A realização consiste em ajudarmos construir um mundo novo e melhor, despertando os mais belos sentimentos do coração, levando o espírito à prática das coisas elevadas, aquelas que nos libertam e nos tornam felizes.

Assim nos sentiremos úteis. Sentir-se útil é sentir-se realizado. Sentimo-nos realizados quando gratuita e desinteressadamente, na vontade de fazer o bem, prestamos nosso serviço, contribuindo para a obra da criação.
A vocação humana é um chamado para as grandes coisas, para as coisas do alto, para aquilo que nos eleva, nos dignifica e nos torna pessoas realizadas.
PARALELO ENTRE PLATÃO E ARISTÓTELES
por Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
| VISÃO GLOBAL | PLATÃO | ARISTÓTELES |
| Perfil | Vocação matemática | Vocação naturalista, observação do concreto |
| Objetivos | Movido por motivos políticos, éticos, estéticos e místicos | Recolhido unicamente na elaboração de seu sistema filosófico, indene a motivos práticos e sentimentais. |
| Obras | Todas chegaram até nós | Muitos escritos se perderam |
| Escola | Academia: num jardim junto do santuário do herói Academo | Liceu perto do templo de Apolo Lício |
| Projeção doutrinária | Platonismo: fecundo dentro e fora do pensamento grego | Aristotelismo: idem, mas com mais extensão e vigor |
| Influências | Sem Sócrates não teria havido o Platão que conhecemos | Sem Platão não teria havido o Aristóteles que conhecemos |
| Caminhos traçados | Mais brilhantes, sugestivos e aparentemente mais prometedores | Mais humildes, menos espetaculares, mas mais eficazes e fecundos, porque estão baseados na realidade mesma das coisas |
| DOUTRINA | ||
| Gnosiologia | Intenta resolver o problema da vida | Intenta resolver o problema do ser |
| Idéias universais | Realidade objetiva: Mundo das Idéias | Não existem modelos reais das coisas sensíveis |
| O universal | Não se contrapõe ao particular, mas é lhe é anterior | Não se contrapõe ao particular, mas lhe é posterior |
| As idéias não entram na composição dos seres do mundo sensível, senão de uma maneira puramente extrínseca, enquanto servem de modelos para a formação do Universo. | Pela abstração a inteligência atinge a essência das coisas. Não há o Mundo das Idéias. | |
| Realidade | Antecipa-se ao método de Descartes e Spinoza e incorre no mesmo defeito de querer partir de uma intuição fundamental para deduzir depois a realidade |
Realismo moderado, ratificado por Tomás de Aquino: não há intuição, mas abstração das idéias, nas quais e pelas quais se conhece a coisa em si. |
| O Ser | Mundo transcendente, hiperurânio, onde estão as idéias nas quais se concentra toda a realidade. Aí residem as substâncias imutáveis que são o objeto da ciência. | Nega a realidade ontológica do mundo platônico das Idéias. Existem somente as substâncias individuais particulares e concretas. |
| Recebe o seu sentido primitivo de cima, da Idéia | Recebe o seu sentido primitivo de baixo,do concreto | |
| Sentidos | Desconfia dos sentidos | Os conceitos são tirados da experiência mediante a evidência |
| Recusa a passagem da sensação ao conceito | “Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos”. | |
| Natureza | Não faz a apologia do estudo da natureza | Faz a apologia do estudo da natureza: “Em cada parcela da natureza há sempre alguma maravilha”. |
| Ciência | A construção do platonismo é de cima para baixo | A construção do aristotelismo é de baixo para cima |
| Desvia-se do método traçado por Sócrates. Representante do matematicismo exagerado seguido por Descartes, Malebranche, Spinoza e Leibniz, quer lograr em todos os ramos da ciência o mesmo grau de necessidade e de certeza que nas matemáticas. Seu idealismo frustra radicalmente seu desejo de chegar à verdadeira realidade | Retorna ao método socrático no seu verdadeiro sentido ascendente, partindo da realidade dos indivíduos substanciais, concretos, múltiplos, móveis e contingentes do mundo físico, para construir sobre eles as ciências na ordem lógica e também para chegar eficazmente à única realidade transcendente na ordem ontológica que é Deus | |
| Lógica | Dedutiva, demonstrativa | Ensina o mesmo |
| Conhecimento | Os conceitos são a priori. | Os conceitos são abstraídos das coisas. |
| Inatismo | Vem da experiência | |
| Depende das idéias inatas | Depende da percepção sensível | |
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Scire est reminisci |
Nihil est in mente quod prius non fuerit in sensu |
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| Matéria | Puro não-ser, princípio de decadência | Condição indispensável para concretizar a forma. |
| Tudo anela pela idéia | A matéria anela pela forma | |
| Doutrina | Platão |
Aristóteles |
| Forma | Separada da matéria | Imanente e operante na matéria |
| Sensação | Distinta do pensamento /Inatismo | Distinta do pensamento, sem idéias inatas |
| Olhos: suprema afinidade com o espírito | O ouvido é o órgão espiritual por excelência | |
| Razão | Aniquila e destrói as paixões | Governa e domina as paixões |
| Psicologia | Carece de todo valor científico. Baseada no mito da preexistência das almas. A alma está presa ao corpo com uma união acidental, violenta e antinatural. O corpo é o túmulo da alma, decaída de uma vida anterior feliz. |
Investiga sobre a alma fixando-se em seus atos, dos quais deduz sua natureza e suas propriedades. Não considera a alma como coisa estranha ao corpo, senão que é seu princípio vital, unida a ele naturalmente como forma à sua matéria, de maneira substancial, constituindo um composto único e natural, que é a pessoa humana. |
| Ética | Não salva o Direito Privado, a Propriedade Particular e a Família | Salva tudo isto |
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Tem em vista homens superiores e não homens comuns | Idem |
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Baseada em sentimentalismos lamentáveis | Sistematização aristotélica da ética muito acima dos sentimentalismos platônicos e marca um avanço muito mais positivo para a verdadeira solução. |
| Insiste que se torna impossível saber sem querer, ou seja, é impossível a quem deixou de captar pela lógica da racionalidade agir contra a dinâmica que conduz ao Bem Supremo. Quem age imoralmente é porque não sabe, não entrou nos caminhos da razão. | É possível termos certezas teóricas e errarmos no campo da práxis. Existe neste setor complexidade muito maior. |
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| Cada pessoa tem o direito de ser o árbitro de seus valores, de sua vida ética. | Não reconhece a cada um o direito de constituir seus valores. . | |
| Antropomorfismo | Excluído | Idem |
| Politeísmo | Não excluído de todo | Idem |
| Monismo e pluralismo | Entre os extremos do monismo absoluto e do pluralismo radical mais perto do monismo | Mais perto do Pluralismo |
| Escravidão | Admite | Idem |
| Teologia | Ciência de Deus | Idem |
| Deus é espírito, acentuando o espírito objetivo, sendo a Idéia do Bem e do Belo a origem de tudo. | Deus é espírito, acentuando o espírito vivo, sendo que o Primeiro Motor imóvel move tudo sem se imiscuir no processo cósmico | |
| Sobre a natureza de Deus afeta um certo temor em aventurar uma atribuição indireta à natureza do seu supremo princípio | Declara-se firme e sem rebuços pelo real ser de Deus, como espírito pensante e vivendo uma vida feliz. | |
| Heraclatismo | Superado com sua doutrina da unidade e da multiplicidade | Superado com sua doutrina do ato e da potência |
| Alma | Um ser que se move por si mesmo | Idem |
| Dotada de partes reais | Dotada de unidade | |
| Admite sua imortalidade | Imortalidade parcial | |
| Mundo | Começo temporal | Eternidade da matéria e da forma, particularmente nos astros eternos, bem como ensina a eternidade do movimento |
| Educação militar | Elimina tudo que é puramente técnico | Maior modernidade |
| Preocupa-se sobretudo com a estrutura espiritual da pessoa | Acentua a importância da maquinaria e da habilidade no manejo das armas | |
| Humanidade | Não tinha idéia universal de humanidade | Idem |
| Gregos, parentes e amigos; bárbaros, inimigos | Idem | |
| Estado | Tem por finalidade prover o bem coletivo | Seu papel essencial é a educação dos cidadãos |
| Comunismo dos bens, das mulheres e dos filhos | Comunismo, como resolução total dos indivíduos e dos valores no Estado é fantástico e irrealizável | |
| Filósofos governam a República | Monarquia, aristocracia ou democracia | |
| Religião | Oferece uma garantia aos valores morais do homem, os quais regulam a ordem da vida social. | Necessária para a moralização do povo |
| Arte | Sua doutrina estética oscila entre a valorização e a desvalorização da arte e da beleza | É a imitação direta da forma imanente à matéria |
| Resulta da cópia de uma cópia do mundo empírico que é já uma cópia do mundo ideal. Cópia não de essências, mas de fenômenos. | Tem como conteúdo o universal, inteligível do qual depende sua eficácia espiritual, isto é, pedagógica e purificadora |

